De dentadura a muletas: 'achados e perdidos' de terminal de Sorocaba guarda 600 itens
27/03/2026
(Foto: Reprodução) Esquecidos no ônibus: quase 700 objetos aguardam donos em terminal de Sorocaba
Na correria do dia a dia, entre chegadas e partidas nos terminais de ônibus, algumas coisas acabam ficando pelo caminho. No Terminal São Paulo, em Sorocaba (SP), mais de 600 objetos e documentos estão guardados no setor de achados e perdidos da Urbes, à espera dos donos.
Entre eles está a carteira de Eduardo Salviano, que conseguiu recuperar o item após momentos de angústia.
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“Por sorte, alguém encontrou e entregou no terminal. Eu corri para cá e achei, graças a Deus. Quando percebi que havia perdido, perguntei ao motorista, e ele me disse que tinham encontrado e deixado no achados e perdidos”, conta.
Atualmente, 693 objetos e documentos estão cadastrados no sistema. O processo funciona assim: tudo o que é encontrado nos ônibus é entregue à operadora, que faz o protocolo. No dia seguinte, os itens são levados ao setor de achados e perdidos, onde recebem novo registro e ficam arquivados.
Mais de 600 itens esquecidos aguardam donos em terminal de Sorocaba
Reprodução/TV TEM
A encarregada do setor de achados e perdidos da Urbes, Luciana Camargo, explica como funciona o processo, desde a entrega até a devolução ao responsável.
“Documento ou objeto encontrado nos ônibus é, primeiramente, entregue à operadora, que faz o protocolo. No dia seguinte, é trazido para cá, onde é gerado um novo protocolo e fica arquivado, tanto documentos quanto objetos”, explica.
Os objetos permanecem por 30 dias e os documentos por 60. Depois desse prazo, o que está em bom estado é doado ao Fundo Social da Prefeitura, enquanto os documentos são encaminhados aos Correios.
Entre os itens guardados, há bolsas, sapatos e até objetos inusitados, como dentaduras e muletas.
Nem todos têm a mesma sorte de Eduardo. A usuária Cristina Montini ainda procura os óculos do marido, perdidos na linha 25 Itavuvu.
“Ele estava dentro da minha bolsa. Fui procurar minha carteira e, ao tirar o celular, acabou caindo. Sabe quando a gente sente que caiu algo, mas, na pressa, não dá para voltar?”, conta.
Mesmo assim, ela não perdeu as esperanças. “Um óculos novo está caro, R$ 1,5 mil, mas vamos continuar procurando”, diz.
Para evitar prejuízos, a recomendação é redobrar a atenção ao embarcar e desembarcar. A dona de casa Bárbara Aparecida reforça o cuidado.
“Eu sempre confiro, ainda mais porque ando com a minha filha. Tenho que olhar minhas coisas e as dela. Já perdi o bichinho dela, sapato quando ela era menor, e agora fico mais atenta. Na hora de descer, confiro tudo. Checo tudo”, finaliza.
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