PMs acusados de executar suspeito desarmado vão a júri popular no litoral de SP
25/03/2026
(Foto: Reprodução) Corregedoria acusa policiais militares de executar um suspeito desarmado e já dominado
Diego Nascimento de Sousa, Israel Morais Pereira de Souza e Paulo Ricardo da Silva, os policiais militares acusados de executar um suspeito desarmado em Guarujá, no litoral de São Paulo, passam por júri popular nesta quarta-feira (25), no fórum da cidade. A previsão é que a sentença só saía na sexta-feira (27). As defesas esperam absolvição.
O caso aconteceu no dia 15 de junho de 2022, quando os PMs atenderam uma ocorrência de invasão e roubo a uma casa em Bertioga. Os suspeitos fugiram e, durante a perseguição, Kaique de Souza Passos, de 24 anos, foi morto, enquanto o comparsa dele foi baleado.
O Ministério Publico de São Paulo (MP-SP) havia arquivado o processo por considerar que os PMs agiram em legítima defesa, mas o curso da história mudou quando a Corregedoria da Polícia Militar analisou as câmeras corporais de policiais, ouviu testemunhas e concluiu que foi uma execução.
Segundo as investigações, o suspeito estava desarmado e já tinha sido dominado pelos policiais quando foi assassinado com sete tiros. O agente que estava filmando colocou a mão na lente da sua câmera corporal (assista no topo da reportagem).
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Os policiais ficaram mais de um ano presos, mas respondem em liberdade desde o fim de 2023. De acordo com a denúncia, Paulo e Israel são apontados como os executores, enquanto Diego é acusado de ter tentado matar o comparsa de Kaique.
O trio passa por júri popular nesta quarta-feira (25) no Fórum de Guarujá. Ao todo, 16 testemunhas devem ser ouvidas, além dos três réus. O julgamento deve ser dividido em três dias, com fim previsto para sexta-feira (27).
Diego Nascimento, Israel Morais e Paulo Ricardo são acusados pela execução de um suspeito desarmado
Reprodução/Fantástico
Defesas
Em nota, o advogado Émerson Lima Tauyl, que representa os cabos Paulo e Israel, informou que os clientes são inocentes das acusações e confia que eles terão a inocência reconhecida no julgamento com a absolvição.
“Desde o início, a defesa tem atuado com rigor técnico e absoluto respeito às instituições, demonstrando que os fatos narrados na denúncia não refletem, com fidelidade, a realidade dos acontecimentos, especialmente quando confrontados com o conjunto probatório dos autos”.
Kaique foi morto mesmo sem estar armado e oferecer resistência. Situação foi revelada por câmeras usadas por policiais, segundo a Corregedoria da PM
Reprodução/Câmeras da PM
Segundo o advogado, a verdade será “plenamente exposta” no julgamento e a defesa confia que, no plenário, ficará evidenciado que “não houve conduta dolosa por parte dos acusados, as circunstâncias dos fatos foram distorcidas ao longo da investigação e que a atuação dos policiais ocorreu dentro de um contexto operacional complexo, que será devidamente esclarecido perante os jurados”.
O advogado de Alex Ochsendorf, que representa o policial Diego, também informou que a prova que será produzida no plenário “alcançará a verdade real, conduzindo à absolvição do acusado”.
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