Segurança vítima de ofensas racistas em rodeio em Guaíra, SP, pede que caso não fique impune: 'Não estou ali brincando'

  • 16/05/2026
(Foto: Reprodução)
Segurança vítima de racismo em rodeio em Guaíra, SP, pede que caso não fique impune A segurança Márcia Cristina, que foi vítima de injúria racial e racismo em uma publicação nas redes sociais nesta semana, disse esperar que o caso não fique impune. Na madrugada de sexta-feira (15), Thaile Rodrigues Pereira Fortunato, de 24 anos, fez um vídeo com falas discriminatórias contra Márcia após um desentendimento entre as duas no rodeio de Guaíra (SP). As falas repercutiram nas redes sociais e Márcia registrou um boletim de ocorrência. A Polícia Civil investiga os crimes de injúria racial e racismo, porque Thaile também proferiu ofensas à população negra de maneira geral. À EPTV, afiliada da TV Globo, a segurança contou que ficou ofendida ao assistir o conteúdo. “Eu sou preta, mas preto e branco, a gente vai para o mesmo lugar. Não é porque eu tenho um pouquinho de dinheiro a mais que eu vou discriminar outra pessoa, nós não devemos fazer isso, temos que ter respeito. No meu serviço, eu trabalho com muito respeito. Não estou ali brincando”. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Após o caso, Thaile publicou um novo vídeo horas depois, também na sexta-feira, pedindo desculpas e desativou o perfil que mantinha nas redes sociais. A defesa dela não foi encontrada para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM Jovem publica vídeo com falas racistas após desentendimento com segurança em rodeio Ex-alunas se dizem aliviadas após condenação de professor da USP por transfobia: 'Justiça se posicionou' Segundo Márcia, tudo começou na madrugada de sexta-feira, durante o rodeio da cidade, quando Thaile tentou passar por uma área interditada para acessar mais rapidamente o estacionamento onde estava o carro dela. "Me deram uma ordem para não deixar passar ninguém, não descer e nem subir. Ela veio ‘moça, eu posso descer pra pegar meu carro?’ Falei ‘não pode’. ‘Por quê?’ falei ‘porque aqui não desce ninguém nem sobe’. Aí ela falou ‘meu carro está aqui perto’, eu falei ‘moça, eu tenho ordem do meu superior que não é para descer ninguém aqui, não pode passar’. Aí ela virou as costas e saiu. No outro dia, vi a postagem dela". Segurança Márcia Cristina, vítima de racismo durante um rodeio em Guaíra (SP) Reprodução/EPTV Márcia disse que tem recebido apoio da organização do rodeio e procurou a polícia para denunciar Thaile. Um inquérito foi instaurado e o caso está em investigação. "Eu espero que esse caso sirva de exemplo para muitas pessoas, porque tem muitos racistas na cidade e a gente é muito discriminada por causa da cor da pele. Eu acho isso injusto, é uma revolta muito grande. Não dá pra ficar impune, não". Advogado da Associação Arena e Eventos, responsável pela 31ª edição do rodeio de Guaíra, Cleber Ferreira disse que acompanha os desdobramentos de perto. "Quando a gente soube dos fatos, de imediato, já chamou a pessoa que sofreu essa injúria, fizemos todo o acompanhamento dela, a realização do boletim de ocorrência e estamos acompanhando os fatos. Queremos que isso seja realmente levado a cumprir a lei como a lei determina". Vídeo gerou indignação nas redes sociais No vídeo publicado nas redes sociais, Thaile utilizou falas discriminatórias ao comentar o desentendimento ocorrido durante o rodeio. "Estou pensando aqui, tem uns pretos que têm autoestima de branco, não tem base. Vocês acreditam que o meu carro estava estacionado em frente ao palco, a segurança não veio embaçar comigo? Porque eu acho que ela não gostou de mim. Mesmo com a pulseira, com tudo bonitinho, ela ia me tirar do sério e eu tive que ofender ela. Ela veio falar que eu não presto. Se eu pudesse, não deixava existir nenhum tipo de gente dessa cor. Deus me livre”, publicou. Thaile Rodrigues Pereira Fortunato é investigada por racismo em Guaíra, SP Reprodução/Instagram Segundo o delegado Rafael Domingos, responsável pelo caso, o conteúdo passou a circular amplamente em redes sociais e aplicativos de mensagens, provocando indignação entre usuários. Após a repercussão negativa da publicação, Thaile se justificou em um novo vídeo e, em seguida, desativou o perfil. "Pedir desculpa pelas palavras que eu falei. Eu não queria ter falado aquilo, foi na hora da raiva e é isso que eu tenho a dizer. Em casa, eu falei mesmo na gravação. Estou passando aqui para pedir desculpas sobre isso. Quem me conhece, sabe que eu não tenho intenção sobre cor de pele, nada disso". Ainda de acordo com o delegado, a legislação prevê pena de dois a cinco anos de prisão para casos de racismo praticados por meio da internet. Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/05/16/seguranca-vitima-de-ofensas-racistas-em-rodeio-em-guaira-sp-pede-que-caso-nao-fique-impune-nao-estou-ali-brincando.ghtml


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